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A importância das cores (parte 1)
As cores provocam diferentes sensações e, não raro, exprimem nosso estado de humor. Alguns associam cores escuras a tristeza, em minha opinião, um exagero. Prefiro associar um preto, um cinza, um verde escuro a um toque mais chique, a algo mais sofisticado. Já as cores mais quentes, vibrantes, intensas tendem a ser associadas a alegria, calor, dinamismo... No caso da cor de uma roupa, de um sapato, não gostou, troca! Mas e quando pintamos uma parede?
É discutível, sim, imaginar uma cor vibrante demais em um ambiente onde se passa a maior parte do tempo. Imagine um escritório, de horário comercial, onde se passa seis/oito/dez horas por dia, pintado de vermelho, de laranja! O que fazer se a escolha não foi tão feliz? É sempre um trabalho a mais ter de refazer uma pintura porque a cor não agradou. Nem mesmo a variedade de tintas e de cores colocadas à disposição por nossa indústria pode amenizar o jogo de tentativa e erro na escolha das cores das paredes, seja em que espaço for.
Por isso, na hora de escolher uma cor ou cores para a composição de um ambiente, seja comercial ou residencial, mais do que preferências e muito mais do que o efeito estético que causará, deve-se ter sempre em conta o impacto “sensorial” em quem reside ou circula pelo espaço. É preciso pensar justamente nesse lado subjetivo, considerando quem utilizará o espaço, suas preferências, personalidades, as atividades que serão realizadas no local e até o tempo em que se passa ali.
Alguns comerciantes despertaram para a importância de balizar suas estratégias de marketing trabalhando a imagem corporativa enquanto bem precioso, em que todos os elementos da marca estão integrados, cores das paredes do ponto de venda, inclusive. Um supermercado, por exemplo, tem de vender um estilo de vida, tem de se comunicar com o emocional do consumidor. E a cor é, sem dúvida, um dos signos capazes de tornar a compra mais prazerosa. Grandes redes trabalham isso muito bem integrando fachada, layout, revestimento, sinalização, mobiliário e materiais promocionais (displays, banners, etiquetas etc.) A cor torna-se referência vital para o consumidor e a concorrência, tanto que em qualquer lugar do País, do mundo, suas lojas são facilmente identificáveis.
Além da preferência individual por esta ou aquela cor, existem referências científicas das sensações que cada cor causa nas reações humanas e é isso que sugiro que se leve em conta na hora da escolha, seja para o ambiente doméstico, seja para o comercial. Cores quentes são dinâmicas e estimulantes, sugerem alegria, movimento e vitalidade, enquanto as cores frias são tranquilizantes e relaxantes, sugerindo suavidade, distanciamento e quietude.
(Voltaremos ao assunto no próximo artigo.)




